Skip to content

Lei e Graça

02/12/2011

Muitos ainda se valem de frases do tipo “estou na graça” ou “vivo na época da graça e não da lei” para justificar seus maus hábitos. Mas o fato é que houve graça na lei e há lei na graça.

Deus, ao revelar a lei a Israel, não o fez como um requisito de salvação, mas como conseqüência da salvação já operada pela sua graça. O seu povo deveria viver de modo distinto dos demais povos que não conheciam o Senhor e essa vida deveria refletir o caráter santo e amoroso de Deus como um testemunho às demais nações.

Quando lemos o Sermão do Monte, entendemos que essa também é a missão do discípulo de Cristo: ser sal e luz. Embora Jesus tenha cumprido a lei do AT, nem por isso reduziu sua importância. Pelo contrário, ao invés de limitar-se aos aspectos exteriores, Ele expôs o coração da lei, revelando a sua real profundidade e o que Deus verdadeiramente espera da nossa obediência.

A questão não é o assassinato, mas a ira; não é o adultério, mas a lascívia; não é o juramento, mas a integridade. A questão não é o conjunto de regras, mas uma resposta que emerge do interior. Essa resposta não é produzida por nós mesmos, mas é um reflexo de uma vida de fé.

Uma das bênçãos da nova aliança em Cristo foi descrita por Ezequiel com as seguintes palavras: “Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. Porei o meu Espírito em vocês e os levarei a agirem segundo os meus decretos e a obedecerem fielmente às minhas leis.” (Ez. 36.26 e 27). Jeremias, no mesmo tom, registra as palavras do Senhor: “Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo.” (Jr. 31.33.b).

Da leitura dessas duas passagens concluímos que é Deus quem nos capacita a vivermos conforme o padrão santo e amoroso de sua lei por meio do Espírito Santo. Somos hoje chamados a viver o amor a Deus e ao próximo, demonstrando claramente a lei divina escrita nos corações e não apenas nas tábuas de pedra. Somos chamados a viver uma justiça que excede a dos religiosos da época do nosso Senhor, uma justiça que não vem pela mera obediência externa a um código de conduta, mas que vem pela fé naquele que pode nos salvar e nos levar a praticarmos as boas obras para as quais fomos escolhidos.

Anúncios

From → Teologia

Deixe um Comentário

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: