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Filipenses

27/01/2012

1. INTRODUÇAO
A igreja de Filipos tinha um lugar especial no coração de Paulo. Daí porque a carta aos filipenses é uma comunicação pessoal e vibrante de agradecimento àquela comunidade de fé.

2. QUEM? (Autoria)
Não há dúvidas sobre a autoria de Paulo, declarada em 1.1.
Epafrodito, mencionado em 2.25-30, foi o provável portador da carta ao retornar a Filipos depois de levar a oferta dos filipenses a Roma

3. QUANDO? ONDE? (Data e Local)
Há uma discussão mais intensa no que se refere ao local do aprisionamento de Paulo nesta carta. Muitos argumentam em favor de um período de prisão em Éfeso.
Porém, o ponto de vista tradicional aponta Roma (60 dC) como o local da escrita. De acordo com 1.13 e 4.22, estas expressões se referem à guarda romana e ao imperador.
Um dado interessante revelado nesta carta é que Paulo expressava sua confiança de que seria solto (ver 1.19; 2.24), o que de fato aconteceu até que fosse novamente preso e executado.

4. PARA QUEM? (A cidade de Filipos e os filipenses)
A cidade de Filipos recebeu este nome em homenagem a Filipe da Macedônia, pai de Alexandre Magno.
Era uma colônia romana na qual viviam muitos militares aposentados que, em troca de serviços prestados ao Império, receberam ali terras. Os filipenses, portanto, tinham cidadania romana (At. 16.21) e orgulhavam-se disso.
Paulo visitou Filipos na segunda viagem missionária. Não havia ali judeus em número suficiente para formar uma sinagoga.
A igreja filipense começou a ser formada no lar de Lídia e, além da própria Lídia, os primeiros convertidos foram uma escrava, provavelmente grega, e um carcereiro, provavelmente romano.

5. POR QUE? (Teologia de tarefa)
O motivo principal da carta é agradecer a oferta da igreja enviada a Paulo por meio de Epafrodito (2.25; 4.10 e 14).
Podemos identificar também outras razões:
• Alertar sobre o risco de divisões e partidarismos (2.2 e 4.2)
• Advertir os filipenses sobre a infiltração dos judaizantes (ver a lição sobre Gálatas)
• Prepará-los para visitas que poderiam acontecer em breve 92.19-24).

6. COMO? (organização e mensagem)
Por se tratar de uma nota de agradecimento informal, de estilo espontâneo e caloroso, é difícil propormos um esboço da carta.
Podemos destacar como nota fundamental de Filipenses a alegria, palavra que Paulo usa 16 vezes em suas variadas formas. O relacionamento entre Paulo e a igreja de Filipos era de cuidado mútuo. Isso fica claro pelo exemplo de Epafrodito, que representa bem o espírito daquela igreja.
Os filipenses estavam um pouco assustados com o encarceramento de Paulo, mas este insiste que Deus está no controle de tudo (1.12-14). Não há motivo para desanimar! Nem para Paulo, nem para os filipenses.
Ambos, Paulo e os filipenses, tem o exemplo de Cristo, retratado em um dos mais belos trechos do NT – Fp. 2.5-11.
A mensagem permanente de Filipenses diz respeito à natureza e base da alegria cristã. Para Paulo, a verdadeira alegria não é uma emoção superficial que depende de circunstâncias favoráveis do momento. A alegria cristã é independente de condições externas, e é possível mesmo em meio ao sofrimento e à perseguição.
Uma curiosidade sobre Filipenses é que não há nenhuma citação do AT nesta carta.

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From → Novo Testamento

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