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Gálatas

27/01/2012

1. INTRODUÇAO
A carta aos Gálatas é uma defesa breve e poderosa do verdadeiro evangelho que Paulo pregava. É a única carta que Paulo endereçou especialmente a um grupo de Igrejas. Juntamente com a carta aos Romanos formaram o alicerce bíblico para a Reforma Protestante no séc XVI.

2. QUEM? (Autoria)
O versículo inicial aponta a autoria inequívoca de Paulo. Em 6.11, ele ressalta que o estava fazendo de próprio punho. Se assim redigiu a carta toda, não temos a figura do amanuense em Gálatas (como Tércio, na carta aos Romanos).

3. PARA QUEM?
Nesta lição estamos antecipando esta pergunta, pois sua resposta determinará a data da escrita.
Há duas teorias a respeito dos destinatários da carta:
1) Norte da Galácia: segundo esta teoria, Paulo teria endereçado sua carta a uma região que ele não havia visitado até a segunda viagem missionária. O termo “Galácia” refere-se originariamente ao território ao norte das cidades de Antioquia da Psídia, Icônio e Listra (que Paulo visitou na primeira viagem missionária). Por isso, alguns pensam que a carta teria esse destino.
2) Sul da Galácia: os romanos acrescentaram à Galácia algumas cidades sulistas, entre elas Antioquia da Psídia, Icônio, Listra e Derbe, quando da anexação dessa área ao império. Paulo teria endereçado sua carta a estas cidades após sua primeira viagem missionária e antes do Concílio de Jerusalém, relatado em At. 15.
Entendemos que a segunda teoria é a mais plausível, já que Paulo não menciona a decisão do Concílio na carta aos Gálatas. Considerando que a decisão do Concílio diz respeito justamente ao problema enfrentado por Paulo na Galácia, é de se espantar que não a tivesse citado, se a carta tivesse sido escrita após sua realização.
Se a carta tivesse sido escrita após o Concílio de Jerusalém, como explicar a postura de Pedro registrada em Gl. 2.11-14 se no Concílio ele defendeu a admissão de gentios sem os ritos do judaísmo? Lembre-se que este era um problema tratado por Paulo na carta.

4. QUANDO? ONDE? (Data e Local)
Considerando que os destinatários da carta são os gálatas do sul, então sua escrita deu-se entre 48-49 d.C, o que faz de Gálatas a primeira epístola de Paulo. Acredita-se que fora escrita em Antioquia da Síria depois da primeira viagem missionária e antes da realização do Concílio de Jerusalém.

5. POR QUE?
O problema enfrentado por Paulo aqui eram os chamados judaizantes, que estavam pervertendo o genuíno evangelho da graça.
Os judaizantes eram cristãos judeus que estavam convencidos de que, para ser cristã, a pessoa deveria não somente aceitar a Cristo, mas também aceitar a circuncisão e observar a Lei de Moisés. Os judaizantes sustentavam que Paulo não era um apóstolo legítimo e, por isso, não reflete a visão dos que conheceram pessoalmente Jesus. Acusavam-no ainda de diluir o evangelho para torná-lo mais atraente para os gentios, retirando a obrigatoriedade da Lei, o que tornaria a vida frouxa.

6. COMO?
Gálatas é uma defesa da fé estruturada em 3 partes, correspondentes às 3 acusações feitas a Paulo:
Caps 1 e 2: após breve saudação, Paulo responde ao primeiro grupo de acusações falando do seu relacionamento com os apóstolos. Aqui ele defende o evangelho da graça de Deus, o qual foi recebido por revelação de Jesus Cristo (1.12). Ou seja, Paulo não estava inventando nada! O sumário da reprimenda a Pedro contém o cerne do argumento teológico da carta: somos justificados gratuitamente pela fé em Cristo e não por obras da Lei (2.16).
Caps. 3 e 4: aqui Paulo desenvolve o argumento a partir do exemplo de Abraão, anterior à Lei. Inicia sua análise com uma expressão de frustração: ó gálatas insensatos! A Lei revelava a incapacidade humana de se justificar, trazendo consigo, portanto, uma maldição. Cristo, no entanto, fez-se maldição por nós, para que a bênção de Abraão chegasse até nós (3.13-14). Paulo se surpreende que os gálatas estivessem retornando ao estado anterior de maldição. Como um escravo-tutor (pedagogo), designado para levar seu povo a Cristo, a missão da Lei terminou com a vinda de Cristo. Paulo prossegue mostrando, com a história de Hagar e Ismael, que a vida pela fé nas promessas de Deus (representada por Isaque), não pode conviver com a iniciativa humana de alcançar bênção (representada por Ismael).
Caps. 5 e 6: Fomos libertos por Cristo da maldição da Lei, mas essa liberdade não pode ser desculpa para tolerar a carne. A liberdade cristã é a libertação do pecado, por meio da ação do Espírito Santo. Com essa verdade, Paulo responde à terceira acusação, de que a vida sem Lei seria frouxa e permissiva. A vida no Espírito nos capacita a observar o coração da Lei. Longe de ser independência, a liberdade cristã envolve uma mudança de senhorio: do pecado para Deus, das trevas para a luz.

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From → Novo Testamento

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