Skip to content

Atos dos Apóstolos

10/02/2012

1. INTRODUÇAO
Alguém já disse que Atos é o registro impressionante de como o Espírito Soberano usou os instrumentos mais improváveis, superou os obstáculos mais formidáveis, empregou os métodos menos convencionais e obteve os resultados mais extraordinários.
Esta é a primeira história da igreja do 1º século e a única reconhecidamente inspirada.
Forma também o pano de fundo para o estudo das epístolas de Paulo. É também em Atos que encontramos as primeiras lições de teologia da igreja nascente.
Movimento, paixão, coragem e sofrimento é o que encontramos nessas belas páginas.

2. QUEM? (Autoria)
Atos é segundo volume da monumental obra de Lucas. Isso fica evidente pela continuidade entre os dois livros. Onde o evangelho termina é onde Atos começa. Além dessa evidência, temos novamente em Atos a menção a Teófilo, destinatário do livro anterior.
Uma expressão importante para compreendermos Atos é a registrada em 1.1 – tudo o que Jesus começou a fazer. Ora, o que leremos em seguida é o que Jesus continuou a fazer pelo Espírito Santo tendo os apóstolos como instrumentos.

3. QUEM? (Personagens principais)
Atos nos apresenta os principais personagens desse início de história da igreja. Vejamos:
a) Pedro: é o principal nome dos 12 primeiros capítulos, quando a igreja ainda não havia se expandido ao mundo gentílico. Foi quem realizou o primeiro sermão em At. 2; quem primeiro operou um milagre (cap. 3); quem primeiro sofreu perseguição, juntamente com João (cap. 3); quem primeiro desafiou as autoridades (caps. 4 e 5); o primeiro apóstolo a testemunhar a conversão de um gentio (cap. 10).
b) Paulo: a partir do cap. 13, é Paulo quem domina a cena em Atos. Lucas descreve sua conversão no cap. 9, já preparando a transição do ambiente judaico para o mundo gentílico (caps. 10, 11 e 12). É o grande herói de Lucas nesse segundo volume, sobre quem ele escreve até o momento de sua prisão. Lucas não avança na narrativa talvez porque teria completado sua obra por ocasião do cárcere domiciliar de Paulo em Roma.
c) Estevão: o primeiro mártir da igreja (cap. 7). Foi após sua morte que Deus permitiu a perseguição do cap. 8 e, consequentemente, a expansão do evangelho para fora dos limites de Jerusalém.
d) Filipe: um dos que foram dispersos após a morte de Estevão, evangelizou os samaritanos e o eunuco etíope (cap. 8).
e) Barnabé: exemplo de generosidade e encorajamento (4.36 e 37), foi companheiro de Paulo na primeira viagem missionária (caps. 13 e 14)
f) Ananias: quem primeiro acolheu o recém convertido Saulo de Tarso (9.13-19)
g) Tiago: uma das colunas da igreja em Jerusalém, foi martirizado por Herodes (12.1 e 2).
h) Silas, Timóteo, Apolo, Priscila, Áquila: nobres coadjuvantes na história das viagens de Paulo.

4. COMO? (Contexto literário)
At. 1.8 fornece um esboço básico do livro. Do ponto de vista geográfico, tudo começa em Jerusalém, expandindo-se posteriormente em direção a Judéia, Samaria e prossegue em direção ao mundo Greco-romano.
Um esboço panorâmico do livro pode ser o que se segue:
a) 1.1 – 6.7: nascimento da igreja em Jerusalém
b) 6.8 – 9.31: a primeira expansão após o início de perseguição
c) 9.32 – 12.24: gentios são alcançados (Cornélio). Momento de transição para a próxima seção
d) 12.25 – 16.5: chegada ao mundo gentílico
e) 16.6 – 19.20: expansão progressiva rumo a ocidente
f) 19.21 – 28.30: prisão e testemunho de Paulo (de Jerusalém a Roma)
Cada final de seção (6.7; 9.31; 12.24; 19.20 e 28.30) contém um sumário sobre o crescimento da igreja. Lucas usa esses versos para marcar sua narrativa.

5. POR QUE? (Contexto teológico)

a) Propósito: registrar a missão do Espírito Santo por intermédio da igreja aos judeus e aos gentios.
b) Mensagem:
a. A mensagem da igreja – Jesus ressuscitou. O que representou a morte de Jesus para seus discípulos? A morte de suas esperanças, pois estavam todos com medo, trancados, tristes. O que explica que poucos dias depois, aqueles mesmos discípulos estivessem em locais públicos anunciando o Cristo ressurreto? Ora, a resposta é clara: Ele de fato ressuscitou! A ressurreição de Jesus marca a entrada na história de algo pertencente à eternidade. A era escatológica havia chegado! (2.24, 32; 3.15, 26; 4.10; 5.30; 10.40; 13.30, 33; 17.3, 31; 26.23)
b. A confissão da igreja – Jesus Cristo é o Senhor. No cap. 1 lemos sobre a ascensão de Cristo. O significado teológico daquele fato é resumido em At. 2.36. Deus fez de Jesus o Senhor (Kyrios), exaltando-o sobre todos em sua morte / ressurreição / ascensão (daí Ele ter “subido”). O título Senhor em Atos aparece mais de 20 vezes e é utilizado tanto para Jesus exaltado quanto para Deus. O âmago da confissão cristã primitiva é o senhorio de Cristo, ou seja, a aceitação pessoal do que Deus fez ao exaltar Jesus.
c. O tempo da igreja – os últimos dias chegaram. Pedro é claro em seu primeiro sermão (2.16-21) ao anunciar o início da era messiânica, os últimos dias. O que é revolucionário na interpretação de Pedro é que a profecia de Joel, até então, era tida como a descrição do Dia do Senhor, aquele último dia em que Deus derrotaria os inimigos de Israel e inauguraria o seu Reino. Mas Jesus já havia anunciado que o Reino chegara na sua pessoa e missão. Estamos, portanto, vivendo já nos últimos dias, a era do Espírito habitando naqueles que crêem.
d. A comunhão da igreja – pregação, oração e unidade no poder do Espírito. A igreja é o povo da era messiânica. Estavam unidos uns aos outros porque estavam unidos a Cristo (2.42-47; 4.32-37). Seu nascimento foi um ato sobrenatural e soberano do Espírito (At. 2); sua vida e testemunho eram guiados, nutridos e dirigidos pelo mesmo Espírito (4.8; 4.31; 5.32; 6.3, 10; 8.17; 8.29, 39; 9.17; 9.31; 10.19; 10.44; 11.12; 11.24; 11.28; 13.2, 4; 13.52; 15.28; 16.6-7; 20.22;, 23; 21.4). Oração era um componente essencial na vida comum. Temos relatos de oração na maioria dos capítulos (2, 4, 6, 7, 8, 9, 10, 12, 13, 14, 16, 20, 21, 27, 28).

ANEXO

A ENCICLOPÉDIA BRITÂNICA NO VERBETE HISTÓRIA DA IGREJA DIZ:
A característica mais notável da vida dos cristãos primitivos era a consciência de seu chamamento e separação como povo de Deus. Na concepção desses indivíduos, a igreja cristã era uma instituição divina e não humana. Havia sido fundada e era controlada por Deus, e até mesmo o mundo havia sido criado para benefício dela. Essa concepção dirigia todos os aspectos da vida individual e social dos cristãos primitivos. Consideravam-se separados do resto do mundo e unidos por vínculos singulares. Eram cidadãos do céu e não da terra; e os princípios e leis pelos quais se esforçavam para governar a si mesmos eram do alto. O mundo presente era apenas temporário, e sua vida verdadeira se encontrava no futuro. Cristo voltaria e as ocupações, os trabalhos e prazeres deste tempo não eram tidos como prioritários. O Espírito Santo estava presente na vida diária dos cristãos e seus frutos eram todas as virtudes cristãs. Como um dos resultados dessa convicção, a vida possuía um caráter peculiarmente fervoroso ou inspirativo. Não vivenciavam as experiências diárias de homens comuns, mas de homens elevados além de si mesmos e transportados para uma esfera superior.

OS SIGNIFICADOS DO DIA DE PENTECOSTES:
O Pentecostes foi o último ato de salvação de Jesus e está vinculado à sua encarnação, morte, ressurreição e ascensão. Daí ser um dia único, cujos fenômenos são irrepetíveis.
Também foi o cumprimento das promessas feitas no AT referentes à nova aliança que envolvida um derramamento do Espírito Santo (Jr. 31.31-34; Ez. 36.24-27; Jl 2. 28-32). A nova era messiânica representava uma bênção diferente – o Espírito Santo agora habita no crente. Pentecostes não marcou o surgimento do Espírito Santo, mas sim o início dessa nova maneira dEle agir. Representava igualmente uma bênção universal, ou seja, todos os filhos de Deus agora recebem o Espírito Santo quando crêem, independentemente de raça, sexo, idade.
Por fim, Pentecostes representa o cumprimento das promessas feitas por Jesus no cenáculo, de que seus discípulos receberiam poder do alto que os capacitaria para o testemunho.

CRONOLOGIA APROXIMADA (d.C)

Descida do Espírito Santo – 30
Filipe em Samaria – 35
Conversão de Saulo – 36
Cornélio – 40
Morte de Tiago – 45
Chamado de Paulo – 47
1ª viagem – 48
2ª viagem – 51
3ª viagem – 54
Prisão de Paulo – 58
Chegada de Paulo em Roma – 61
Morte de Paulo – 66

Anúncios

From → Novo Testamento

Deixe um Comentário

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: