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1 e 2 Pedro

23/03/2012

1. INTRODUÇÃO
“Pedro, tu me amas? (…) Então apascenta as minhas ovelhas”. Pedro deve ter escrito estas duas cartas com estas palavras ecoando em sua mente. O tom pastoral de ambas mostra isso. Escritas na mesma época, tratam de dois problemas que preocupavam Pedro: o comportamento cristão frente à perseguição e os falsos mestres.

2. QUEM?
O autor é Pedro, o apóstolo, coluna da igreja de Jerusalém. A linguagem das cartas reflete os seus sermões em Atos, mas muitos questionam sua autoria pelo fato do grego utilizado na 1ª carta ser muito polido para alguém que era pescador e conhecido como homem iletrado (At. 4.13)
Silvano, que acompanhou Paulo na segunda viagem missionária foi, provavelmente, o secretário de Pedro na composição de 1 Pe (5.12), o que talvez explique o estilo do grego da primeira carta. Não há menção de um amanuense ou portador na segunda carta, o que explica a diferença de estilo entre ambas.
Em 2Pe. 3.1 há menção a uma carta anterior que a maioria identifica como sendo 1Pe.
Pedro foi martirizado sob o reinado de Nero, entre 64 e 67 dC.

3. QUANDO? ONDE?
As duas cartas foram escritas na década de 60, com um intervalo de aproximadamente 2 anos entre elas.
A Babilônia em 1Pe 5.13 pode ser uma referência a Roma, capital do Império. Babilônia é também o nome usado por João para se referir a Roma, em Ap. 17.9,10. A tradição também indica Roma como o loca de escrita.

4. PARA QUEM?
Os destinatários de 1Pe são identificados como “peregrinos dispersos no Ponto, na Galácia, na Capadócia, na província da Ásia e na Bitínia”. Esse endereçamento indica que poderia se tratar de uma carta circular, sendo esse era o itinerário que um portador faria se viesse de Roma e para lá voltasse.

5. POR QUE?
A primeira epístola lida com a questão do sofrimento. Pedro quer responder àqueles irmãos porque estavam sofrendo ainda que fizessem a coisa certa e como deveriam se portar frente à perseguição. Já a segunda carta trata do problema dos falsos mestres que se infiltravam na igreja.

6. COMO?
Vamos analisar cada carta individualmente:
1 Pedro: como dissemos as duas perguntas que estavam sendo feitas eram

  •   Por que sofremos perseguição, se estamos crendo corretamente e fazendo a coisa certa?
  •   Como devemos encarar essas perseguições?

Considerando que toda a carta responde às duas perguntas, Pedro começa lembrando aos seus leitores que exatamente por serem cristãos é que estavam sendo perseguidos. Mas não que isso fosse algo menos digno. Pelo contrário, Pedro lembra que eles são..
“eleitos de Deus, peregrinos dispersos (…) escolhidos de acordo com o pré-conhecimento de Deus Pai, pela obra santificadora do Espírito, para a obediência a Jesus Cristo e a aspersão do seu sangue” (1.1,2)
“pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo”. (2.5)
“geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Antes vocês nem sequer eram povo, mas agora são povo de Deus; não haviam recebido misericórdia, mas agora a receberam” (2.9,10)
Pedro fala claramente que eles sofrem por ser este povo de Deus, que causa reação do mundo (4.4,5); que o sofrimento é necessário para comprovar a fé (1.6,7); que o sofrimento por fazer o bem é louvável (2.19-21), pois foi assim que Cristo sofreu (3.17,18) e eles deveriam, então participar dos sofrimentos de Cristo (4.12-19).
O apóstolo lembra a esperança verdadeira que noz conduz em meio ao sofrimento (1.3-5; 5.10).
Quanto à segunda pergunta, Pedro responde que os cristãos devem se conduzir da seguinte forma:

  •   Com santidade (1.15)
  •   Como testemunhas na sociedade (2.11-25)
  •   Como testemunhas em casa (3.1-7)
  •   Com amor (4.7-11)
  •   Com humildade (5.6,7)
  •   Com vigilância (5.8,9)

2 Pedro: o problema aqui eram os falsos mestres. Mas, antes de falar deles, Pedro lembra aos seus leitores de sua vocação (1.3-11). Lembrar, lembrança são palavras chave nesta carta. Pedro quer trazer à memória deles que a Palavra é fiel e verdadeira, pois relatam fatos reais e procede de Deus e não dos homens (1.12-21).
No cap. 2, Pedro olha para a história e lembra que Deus sempre exerceu seu justo juízo sobre os falsos mestres no passado (2.1-10a). À luz dessas lembranças, Pedro não poupa palavras para se referir aos enganadores de sua época (2.10b-22).
No cap. 3 entendemos um pouco o que os falsos profetas estavam pregando e Pedro mais uma vez alerta sobre a importância de lembrar. Eles “deliberadamente se esquecem” (3.5), mas aos seus leitores ele diz “não se esqueçam disto” (3.8).
Na parte final da carta, Pedro lembra novamente da vocação santa dos crentes e que isso deve nos levar ao crescimento (3.11-18).

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From → Novo Testamento

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