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Gênesis: as narrativas patriarcais e a história de José (12-50)

01/05/2012

A partir do cap. 12 de Gênesis, observamos uma concentração e uma desaceleração na narrativa. O que importa ao autor agora é responder à pergunta: Como Deus cumprirá sua promessa feita a Abrão? Como sua descendência será abençoada?

Para isso, o autor se concentra na história da linhagem abençoada, descartando as demais. Por meio dessa linhagem (descendência), temos a origem do povo de Israel.

O marco dessa segunda parte de Gênesis é o chamado de Abrão, no cap. 12.1-3, ocasião em que Deus renovou suas promessas de uma descendência, de uma terra e de Sua bênção. Estas promessas foram renovadas aos outros patriarcas, Isaque e Jacó (26.3-4; 28.13-14).

As promessas feitas aos patriarcas constituem uma elaboração das primeiras promessas feitas a Eva (Gn 3.15), a Noé (9.1-17) e a Sem (9.26). Os elementos em comum das promessas patriarcais originam-se das bênçãos proferidas sobre Adão e Noé (Gn 1.28-30; 9.1,7). Mesmo canalizados pela descendência de Abraão, a promessa de bênção estendia-se, desde o início, às demais nações da terra (Gn 12.3).

Para cada elemento das promessas patriarcais surgem inúmeros obstáculos para o seu cumprimento:

Descendência: velhice de Abrão e Sarai; esterilidade das matriarcas (Sarai, Rebeca e Raquel); rivalidade fraternal (Esaú e Jacó; José e seus irmãos);

Terra: ocupação dos povos cananeus; fome em Canaã; rivalidade dos reis e dos governantes em Canaã; divisão da terra com Ló; hostilidade com os siquemitas (Gn 34);

Bênção: dubiedade de Abraão diante do faraó; dubiedade de Isaque diante de Abimeleque; o “atalho” de Sarai com Hagar; a hostilidade de Simeão e Levi com os siquemitas (Gn 34; 49.5-7); a imoralidade de Rúben (Gn 35.22; 49.3-4) e de Judá (Gn 38).

Vemos também vários exemplos da provisão graciosa e soberana de Deus em Gênesis: chamado de Abraão; nascimento de Isaque; escolha de Jacó em vez de Esaú; favor de José acima dos seus irmãos; escolha da linhagem de Judá (Gn 49.8-12); reversão da esterilidade das matriarcas; sustento de Israel em Canaã e no Egito; preservação e exaltação de José (Gn 50.20).

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