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Ensinando para transformar vidas

20/02/2013

ensinandoEnsinando Para Transformar Vidas

Este é um pequeno resumo de um livro clássico (infelizmente esgotado), do prof. Howard Hendricks. Quem encontrar um exemplar em sebo pode comprar sem receio.

Extraímos este resumo do site http://www.paulistana.org.br

A. A lei do Professor. “O professor deve conhecer muito bem o assunto que está ensinando. Um fraco domínio do conteúdo resulta num ensino deficiente”. John Milton Gregory. (1822-1884)
1. Resumindo a lei: Quem para de “crescer” hoje, para de ensinar amanhã.
2. Não podemos passar a outro aquilo que não possuímos. Se não conhecemos determinado conteúdo, isto é, se não o dominamos de fato, não podemos transmiti-lo a ninguém.
3. Antes de ser professor, sou um aprendiz, um “estudante” ensinando estudantes.

B. A lei do Ensino. “A verdadeira função do professor é criar condições para que o aluno aprenda sozinho. Ensinar de fato não é passar conhecimento, mas estimular o aluno a buscá-lo. Poderíamos até dizer que ensina melhor quem menos ensina”. John Milton Gregory.
1. Resumindo a lei: Para ser um professor eficiente, não basta dominar o conteúdo a ser ministrado; precisamos conhecer também aqueles a quem ensinamos. Nosso interesse principal não deve ser só passar-lhes princípios; mas influenciá-los. A maneira como os alunos aprendem deve determinar a forma como ensinamos.
2. O professor deve estimular e dirigir os atos de aprendizagem, e, de modo geral, não deve dizer nem fazer para o aluno nada que ele possa fazer por si mesmo.
3. O importante não é o que o que nós professores, fazemos, mas o que o aluno faz depois de receber nosso ensino.

C. A Lei da Atividade. “Não podemos transferir conhecimentos de nossa mente para a de outrem como se eles fossem constituídos de matéria sólida, pois os pensamentos não são objetos que podem ser tocados, manuseados. As ideias têm que ser pensadas na outra mente; as experiências, revividas pela outra pessoa. John Milton Gregory.
1. Resumindo a lei: Nossa tarefa como comunicadores não é tentar deixar os outros deslumbrados conosco, mas causar um impacto. Também não é apenas convencê-los, é transformá-los.
2. Quanto maior o nível de envolvimento no processo de aprendizagem, maior o volume do conteúdo aprendido.
3. Dizem os psicólogos: Retemos 10% do que ouvimos, 50% do ouvimos e vemos e 90% do que ouvimos, vemos e fazemos.

D. A Lei da comunicação. “A tarefa do professor é despertar a mente do aluno, é estimular ideias, através do exemplo, da simpatia pessoal, e de todos os meios que puder utilizar para isso, isto é, fornecendo-lhes lições objetivas para os sentidos e fatos para a inteligência”. John Milton Gregory.
1. O termo comunicação vem do latim communis, que significa “comum”. Para comunicar algo a alguém precisamos antes estabelecer pontos em comum com ele. E quanto maior for o número de pontos comuns, maior também será a probabilidade de uma boa comunicação.
2. Exemplo: João 4:7 “…dá-me de beber.” O ponto que ambos possuem em comum é: Estão com sede.
3. Toda comunicação possui três componentes básicos: intelecto, emoção e vontade; em outras palavras, pensamento, sentimento e ação. Então tudo que quisermos comunicar ao outro gira em torno de: “Algo que conheço, algo que sinto e algo que pratico”. Se conheço muito bem determinada coisa, se a sinto profundamente e ajo em consonância com ela, tenho grandes possibilidades de ser um excelente comunicador dela. Aliás, quanto melhor eu a conhecer, quanto mais intensamente a sentir e a praticar, maior será minha probabilidade de comunicá-la bem.

E. A Lei do Coração. “Como um professor pode deixar de manifestar uma atitude ardorosa e inspirativa se o assunto de que trata é tão impregnado de realidade? John Milton Gregory.
1. O ensino que realmente causa impacto em quem o recebe não é o que passa de uma mente para outra, mas de um coração para outro
2. Coração: Para os hebreus, essa palavra englobava a totalidade do ser: intelecto, emoção e vontade. Deuteronômio 6:4-6 diz: “Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração”.
3. O processo de ensinar nada mais é que a transformação total de uma personalidade, operada pela graça de Deus, e que depois, pela mesma graça, alcança outros para transformá-los também.
4. Sócrates resume a essência da comunicação em 03 conceitos fascinantes: Ethos, Pathos e Logos.
A. Ethos. Credibilidade do professor, sua credencial. O nosso jeito de ser é mais importante do que o que dizemos ou fazemos. Aquilo que somos como pessoa é o fator que mais pesa em nossa atuação como orador, comunicador e conselheiro. É preciso que confiem em nós, e quanto mais confiarem, melhor conseguiremos comunicar-lhes o que desejamos dize-lhes.
B. Pathos. Diz respeito ao modo como o professor desperta as emoções e sentimentos de seus alunos. Sócrates sabia que são as emoções que afinal determinam o rumo de nossos atos. E isso é a chave para a motivação, já que Deus nos criou com emoções, sentimentos. Quando o aluno sente que o professor o ama, dispõe-se a fazer tudo que ele quiser que faça.
C. Logos. Tem a ver com o conteúdo programático. Tem a ver com a argumentação. Ele envolve a mente no processo e assim opera a compreensão do fato. Constitui a base lógica das ações que desejamos ver os alunos praticarem, para que descubram por si que essas ações são corretas e sensatas.

F. A Lei da Motivação. “A mente humana, até onde a conhecemos, é uma força que funciona ativa por motivações. Um relógio pode bater as horas junto a um ouvido; um objeto pode lançar sua imagem dentro de um campo visual. Mas a mente desatenta não ouvirá, nem verá nada”. John Milton Gregory.
1. O maior problema que ocorre hoje em educação é falta de motivação para os alunos, de algo que os desperte e os estimule à ação.
2. O QM é mais importante do que o QI.
3. A Lei da motivação é a seguinte: O ensino será mais eficiente quando o aluno se encontrar adequadamente motivado.
4. A motivação se dá em 02 níveis: Extrínseca e intrínseca. A motivação extrínseca ativa a intrínseca. Não sabemos quais as reais necessidades do aluno, os seus interesses. Então temos que atuar exteriormente objetivando atingir seu interior. “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que o vosso culto racional.” (Rom. 12:1)
5. Para motivar o aluno, um dos melhores métodos é torná-lo ciente de suas dificuldades e lacunas. (suponhamos que eu me ofereça para dar aulas sobre falar em público para alguém, e ele responda: acho que não preciso. É que não tenho muita dificuldade nessa questão. – Ótimo, replico. Então eu gostaria que você desse um testemunho em nossa reunião de oração para executivos na quinta-feira. Vão estar presentes uns trezentos ou quatrocentos homens, a maioria deles não é crente, e eu queria que você desse seu testemunho, que falasse uns três minutos).
6. Para motivar é necessário viver uma vida exemplar e ser criativo. (ler livros sobre criatividade).

G. A Lei da Preparação Prévia. “Há muitos professores que vão para a sala de aula totalmente despreparados ou preparados apenas em parte. São como mensageiros sem mensagem. Falta-lhes a energia e o entusiasmo necessários para produzirem os resultados que, centralizado por direito, devemos esperar de seu trabalho”.
1. Os corredores sempre fazem exercícios de alongamento antes de uma corrida. Os componentes de uma orquestra sempre afinam seus instrumentos antes de um concerto. E aluno e professor também precisam de uma preparação prévia.
2. Esta lei diz que o processo ensino-aprendizagem é mais eficiente se tanto professor como aluno estão previamente bem preparados. Um dos maiores problemas que os professores enfrentam é que os alunos chegam à classe frios.
3. Dar tarefas é um bom método para preparar o aluno.
4. Organizar o tempo para estudar e preparar a aula.

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From → Diversos

One Comment
  1. Elaine Maia permalink

    Ótimo texto para reflexão da nossa prática na IGP. Precisamos ter consciência que a palavra de Deus deve ser passada aos pequeninos de maneira que eles entendam e pra isso é necessário planejamento, atividades diversificadas que despertem o interesse e sempre integrar o lúdico no tema. Afinal são crianças!!!!!!!!!!!Que Jesus nos capacite e que nós façamos a nossa parte.
    Paz em Cristo!
    Elaine maia

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