Skip to content

Êxodo

20/03/2013

exodo-12_71) INTRODUÇÃO
O nome do livro provém do título grego exodus, que significa saída. As cortinas se fecham em Gn deixando algumas perguntas no ar:
o Se Deus prometeu uma terra, como agora os hebreus estão no Egito?
o Apenas uma família foi para o Egito. Quando surgirá a grande descendência prometida a Abraão?
o Como Deus poderia continuar abençoando uma família tão complicada como a de Jacó?
Se Gênesis é o livro dos princípios, Êxodo é o livro da redenção. Sua verdadeira história é a obra redentora de Javé, libertando os hebreus da escravidão.

2) CONTEXTO HISTÓRICO
Os eventos narrados no livro cobrem um período de 85 anos, do nascimento de Moisés até a construção do tabernáculo no deserto.
Um dos grandes debates deste livro é a data do êxodo. Alguns defendem uma data no séc. XV a.C., outros uma data no séc. XIV a.C. Cremos que o peso maior das evidências aponta para o séc. XV a.C., aproximadamente 1445 a.C.

3) CONTEXTO LITERÁRIO
Tradicionalmente a autoria de êxodo é atribuída a Moisés, embora não necessariamente ele tenha escrito cada palavra do livro.
Os gêneros literários encontrados no livro são a narrativa e a lei.
Divisão do livro: Êxodo pode ser dividido de 2 maneiras, a primeira levando em conta a situação geográfica e a segunda considerando os temas teológicos – a salvação, a lei e a presença de Deus. Esta segunda divisão será apreciada no contexto teológico.
o Israel no Egito (1.1 – 13.16)
o Israel no deserto (13.17 – 18.27)
o Israel no Sinai (19.1 – 40.38)
OU
o Deus salva Israel da escravidão (1.1-18.27)
o Deus dá a Israel a sua lei (19.1-24.18)
o Deus ordena a Israel que construa o tabernáculo (25.1-40.38)

as tabuas da lei 14) CONTEXTO TEOLÓGICO
1. Deus salva Israel: a salvação não se baseia em nada do que fizemos ou podemos fazer, quer como indivíduos, quer como povo. Esta história começa em condições de total impossibilidade humana e na mais completa adversidade – os israelitas cativos há 4 séculos na maior potência do mundo antigo. A maior experiência de Israel até entao era o silencio de Deus (430 anos). Acompanhemos a progressão dessa primeira parte e vejamos como Deus agiu soberanamente em favor do seu povo.
a. Promessa ou problema? Em 1.7 lemos que os israelitas era férteis e encheram o país. Se por um lado vemos nessa referência a bênção da descendência, por outro, o crescimento tornou-se um problema (1.9).
b. Você escolheria Moisés? Deus falou no meio de um pequeno arbusto escondido em uma montanha distante do Egito a um pastor fugitivo e inseguro que ele seria o líder daquele povo. Moisés era a pessoa mais improvável para guiar o povo rumo a liberdade.
c. Deus fala! Um fato importantíssimo em Êxodo é a revelação do nome de Deus: EU SOU. Em 6.3 é explicado que os patriarcas não conheciam Deus por este nome, o que nos mostra que trata-se de uma nova etapa de revelação. Esse episódio fala de um Deus que deseja se relacionar com seu povo (3.14-15; 6.2-5)
d. O Soberano que é Pai. Em Êxodo 4.22,23, lemos que Israel é o filho primogênito de Deus. Javé é Senhor soberano, mas também é o Pai amoroso de Israel.
e. As 10 pragas: tudo começa em 5.2, quando faraó diz que não conhece o Senhor. Ora, sabemos que logo ele irá conhecê-lO.
i. As pragas eram um testemunho para os egípcios e para Israel (6.7-8; 7.5). Podemos perguntar se Deus não poderia ter simplesmente arrebatado os israelitas dali. Leia Êx. 9.13-16 e Rm.9.17 e teremos a resposta.
ii. As pragas não serviram apenas para efetuar a libertação física de Israel, mas também uma espécie de purificação mental. Imagine 4 séculos cercados de símbolos religiosos pagãos egípcios (pirâmides, obeliscos, templos, estátuas)! Tudo ao redor de Israel parecia mostrar que os deuses do Egito eram soberanos.
iii. As pragas tinham como alvo o conhecimento de Deus. Note como a expressão “Saberão que Eu sou o Senhor” se repete ao longo da narrativa (7.17; 8.10 e 22; 9.14 e 29; 10.2; 11.7; 14.4 e 18).
iv. As pragas demonstraram claramente que Javé era soberano sobre a criação e sobre o Egito e seus deuses. Cada praga destrói a pretensão de soberania egípcia e o panteão de seus deuses.
f. A Páscoa: esta celebração surge no contexto da décima praga, a morte dos primogênitos. O significado é claro: o cordeiro morre em lugar do primogênito, o que aponta claramente para o sacrifício de Jesus, o Cordeiro de Deus. Destacamos também as implicações didáticas da Páscoa em 12.26-27. Para o israelita a definição de salvação começa com uma história.
g. A caminho do deserto. Novamente o cenário é de total impossibilidade humana. A travessia do Mar Vermelho seguida de adoração (14-15) concluir essa primeira parte demonstrando mais uma vez que só Javé salva.
2. Deus dá a lei a Israel
Monte Sinai, três meses depois (19.1). Estamos diante de mais uma etapa da revelação divina, a entrega da lei. A é Lei dada na história como guia para um relacionamento já estabelecido. É como se Deus dissesse: vocês já são meus, agora vivam de acordo com essa realidade (20.1).
Não foi pelo cumprimento da lei que Israel foi liberto, mas pela soberana graça de Deus. Assim, quando Deus revela sua vontade para Israel por meio do Decálogo e do Livro da Aliança (Êx. 20 e 24), isso nada mais é do que fruto de sua graça.
3. Deus habita entre seu povo
Desde a perda da presença de Deus por causa do pecado de Adao no Éden, é o próprio Deus quem toma a iniciativa de novamente habitar com o homem. O tabernáculo é o exemplo mais claro até este momento da narrativa bíblica dessa iniciativa divina. O final da narrativa de Êxodo fala que, ao término da construção do tabernáculo, a glória de Deus o encheu.

Anúncios
Deixe um Comentário

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: